(Adjair Franco)
Algumas pessoas passam por nossas vidas e deixam lembranças que o tempo jamais apaga. São exemplos de dedicação, honestidade e simplicidade, qualidades que fazem delas referências para todos que tiveram o privilégio de conhecê-las. Assim é a trajetória de Múcio Guimarães do Couto, um homem cuja história se confunde com parte da própria história de Santa Rita do Sapucaí.
Nascido em 22 de abril de 1955, Múcio é filho do Sr. Antônio Guimarães do Couto e de Dona Ana Expedita do Couto. Cresceu em uma família numerosa e tem um irmão sacerdote, o Padre Antônio Guimarães do Couto, nosso querido amigo de infância, que atualmente exerce seu ministério na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santo André (SP).
Aos 14 anos, Múcio precisou montar uma venda na zona rural para ajudar a família. Morador do bairro Pouso do Campo, localizado a cerca de 16 quilômetros de Santa Rita do Sapucaí, fazia diariamente o percurso até a cidade a cavalo para estudar. Naquela época, havia muitas colônias na região e, sempre que vinha para a cidade, trazia consigo uma lista de compras com produtos como fumo, querosene, açúcar e outros gêneros de primeira necessidade. Tudo era transportado no lombo do cavalo, experiência que despertou nele o espírito empreendedor e o motivou a montar um pequeno comércio no bairro. Mais tarde, formou-se Técnico em Contabilidade e cursou dois anos da Faculdade de Filosofia e História.
Seu primeiro emprego foi como auxiliar de topógrafo, na Cedec Aeromapa. Em seguida, passou a trabalhar na Tipografia Santa Rita, período do qual guarda grandes recordações. Sempre que fala dessa fase, lembra-se com emoção do Sr. Zito Telles, que lhe ensinou muito e depositou plena confiança em seu trabalho. Múcio era responsável por abrir e fechar a tipografia, função que demonstra a integridade, a lealdade e a confiança que conquistou ao longo dos anos.
Em 1979, quando trabalhava no Departamento de Água da Prefeitura Municipal, foi transferido para o Tiro de Guerra TG 04-040, onde passou a exercer a função de secretário. Recorda com carinho os ensinamentos do Sargento França e de tantas outras pessoas que contribuíram para sua formação profissional e pessoal. Hoje, também faz questão de lembrar o Subtenente Davi, que atua em nossa cidade.
Além da vida profissional, Múcio sempre cultivou uma grande paixão pela música sertaneja. É compositor das canções O Progresso e Chapéu de Boiadeiro, obras que traduzem sua ligação com a cultura do homem do campo.
Ao longo dos anos, participou de diversos festivais na região, conquistando o carinho e o respeito de muitas pessoas. Todos os anos participa de eventos em Brotas, no Estado de São Paulo, onde é conhecido por importantes nomes da música sertaneja. Também é reconhecido pelos atiradores do Tiro de Guerra, instituição que faz parte de sua história.
Múcio é casado com a senhora Rita de Cássia e é pai de Gleiciele, que seguiu os passos do pai na música, formando-se pelo Conservatório de Pouso Alegre. A simplicidade, a dedicação e o amor pela música são marcas que o seguem por toda a vida. Seu exemplo demonstra que talento e humildade podem caminhar juntos e que a verdadeira grandeza está nas atitudes do dia a dia. Por isso, sua história e sua música certamente permanecerão vivas na memória de todos aqueles que tiveram a oportunidade de conhecê-lo.

































