(Maria Helena Brusamolin)
Um pensamento me vem à cabeça sempre que viajo: será que vou encontrar alguém conhecido desta vez? Isto se dá porque já encontrei e continuo encontrando amigos por este mundo afora…
O primeiro foi o Flávio Junqueira, em Moscou, numa época em que quase ninguém visitava a Rússia, ou seja, em 2004, início do século XXI. Minha amiga Matilde e eu saímos do elevador do hotel e demos de cara com o Flávio fazendo o check-in no balcão. Foi uma surpresa maravilhosa e inusitada. Aproveitamos para assistir a um espetáculo do Circo de Moscou juntos e passear pela cidade.
Viajando com minha amiga Suzana Junqueira pela República Checa, fomos visitar o imponente Castelo de Praga, quando, de repente, vejo um casal conhecido e pensei: “Não é possível! Acho que é o Rômulo De Marchi”. Não deu outra. Ele e sua esposa Alcina estavam fazendo o mesmo roteiro que nós, perambulando pela Europa Central. Demos boas risadas e tiramos fotos juntos, pois em seguida cada um foi para o seu lado com os respectivos guias.
O terceiro encontro se deu em Montreal, no Canadá, uma cidade linda. Walkíria e eu estávamos passeando por uma praça quando ouvi alguém me chamar. Virei e vi que era a Letícia Sêda, filha do Prof. Ivon, com seu marido Luiz Albinatti, que havia sido meu aluno na Escola Técnica de Eletrônica. Que alegria! Nós passeando e eles visitando a filha que mora há anos naquela cidade. Mais um encontro agradável.
Até aí eu já achava que era difícil acontecer novamente, mas outra surpresa estava reservada. Estava com Lígia Goulart, minha companheira de viagem, admirando a belíssima Torre de Belém, em Lisboa, de onde saíam os navios que compuseram as grandes navegações, inclusive a descoberta do nosso país, quando vejo um casal conhecido. Lígia e eu ficamos na dúvida: Será que é ele? E se a gente estiver enganada? Eu então tive a ideia de chegar perto e dizer, olhando para o nada: “Olá, filho da dona Martha!” Se ele se virar, ótimo, se não, seguimos em frente. E não é que o cidadão era o Sérgio Brentan acompanhado da esposa Margarida? O filho da dona Martha! Ele se virou e foi aquela alegria seguida de um abraço e uma boa gargalhada, pois o plano deu certo.
E finalmente, na minha última viagem à Espanha durante a Semana Santa deste ano, 2026, Walkíria e eu estávamos numa estação chamada Antequera Santa Ana, no meio do nada, fazendo uma baldeação entre as cidades de Ronda e Málaga, quando dou de cara com um ex-aluno do Inatel que não via há anos. Era o meu amigo Luiz Rogério Barros, de Vitória, que também estava passeando pela Andaluzia, região belíssima do sul da Espanha. Impossível descrever a minha alegria e a dele também, pois sempre fomos muito próximos quando ele estudou em Santa Rita. Num abraço que durou minutos nós matamos a saudade e prometemos nos encontrar no próximo encontro da turma dele do Inatel.
Ainda não tenho um roteiro definido para a próxima aventura, mas, se a coincidência me acompanhar, com certeza vou encontrar alguém conhecido, uma alegria quando se está longe de casa.

































