Ao assumir o cargo, antes ocupado pelo Coronel Daniel, que trabalho você encontrou em andamento para a mobilidade urbana?
O Coronel Daniel já estava buscando, há algum tempo, recursos para conseguir implementar um Plano Municipal de Mobilidade Urbana. Trata-se de um modelo de regência do trânsito de Santa Rita do Sapucaí e que estabelece um novo estudo sobre as mãos de trânsito, pontos de estacionamento e de táxi, circulação de pedestres, ciclistas e normas para trânsito de veículos em geral, bem como de motos elétricas. Tudo o que envolve este quesito dentro do perímetro urbano precisa ser submetido à apreciação e analisado por este plano de mobilidade.
Como você tem dado continuidade a este trabalho?
Como este trabalho não pode ser realizado dentro de um gabinete de secretaria, tanto o Coronel estava atuando, como eu tenho dado prosseguimento à busca de uma proposta de empresa capacitada para a sua execução. Nosso maior obstáculo tem sido os custos, que são muito altos e que envolvem o trabalho de um engenheiro de trânsito, medições e estátisticas. O mesmo projeto envolve também acessibilidade, segurança e outros elementos.
Que importância você atribui à educação dos motoristas e ao respeito às normas?
Eu acredito muito nas campanhas educacionais. Elas possuem uma relevância muito grande neste processo porque não adianta termos uma cidade super sinalizada e adequada ao trânsito se as pessoas não respeitarem as normas. Nossa cidade ainda possui pessoas que não respeitam as leis e, não raramente, vemos motociclistas andando com uma roda só, pilotando com chinelos de dedo, carros estacionados em locais proibidos e que buzinam em frente ao hospital. Todos estes hábitos precisam ser corrigidos e acredito na importância da educação e da conscientização neste processo. Quando acontecem infrações leves ou graves, passa a impressão de que existe uma insegurança no trânsito. Para conter estes excessos, estamos implementando um plano e pesquisando custos com empresas capazes de desenvolver um projeto completo neste âmbito.
Qual é a previsão para a conclusão do plano e a implantação das medidas propostas?
O desenvolvimento deste plano tem sido prioritário para nós e creio que no início do ano que vem já deva estar pronto com um prazo de execução de 2027 a 2030. Acredito que, ao receber este projeto, a cidade terá maior segurança e condições de desenvolvimento.
Em que consiste o Plano de Segurança Pública Municipal?
Trata-se de um empreendimento mais denso e que envolve, não somente a nossa secretaria e a prefeitura, como também as demais forças de segurança que atuam na cidade. Isso equivale a dizer que a Polícia Civil, a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal farão parte desse projeto. Como ele foi implementado com diretrizes muito bem estabalecidas em várias cidades do país, fizemos uma adequação e abraçamos normas que já estão em vigor dentro do nosso município. O plano já foi entregue à prefeitura municipal para análise do executivo e será enviado à Câmara Municipal para que avalie e vote pela sua aprovação.
Como a tecnologia pode contribuir para esse plano e quais cuidados serão necessários ao monitoramento?
Como abrigamos um polo privilegiado, voltado ao setor eletroeletrônico e às instituições de ensino, temos intenção de aplicar um volume significativo de tecnologia dentro deste plano. É possível, por exemplo, realizar um monitoramento da cidade de maneira com que consigamos estabelecer uma análise ampla e detalhada de tudo o que está acontecendo. É claro que este método não pode ser invasivo e precisamos respeitar a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), mas as forças públicas de segurança rapidamente terão ciência do que ocorre nas ruas. Isso pode ser feito através de câmeras para termos uma visão imediata da situação, antes da chegada das autoridades. Nesta semana, por exemplo tivemos o caso de um senhor que passou mal enquanto praticava esportes e o SAMU foi acionado. O plano deve aumentar a segurança da comunidade, abranger questões humanitárias e aumentar a tutela do poder público. Trata-se de um documento que, depois de aprovado, sofrerá um detalhamento por regulamentações e contemplar detalhes mais específicos.
Quais problemas de trânsito já foram identificados e precisam de intervenções a curto prazo?
A secretaria também tem analisado vários pontos da cidade em situação crítica no que se refere ao trânsito. Detectamos, por exemplo, que na Av. Bilac Pinto há um estreitamento de pista que precisa ser corrigido, uma entrada de veículos em nível sem a devida redução de velocidade e outras demandas que deverão ser atendidas a curto prazo.
Como tem sido a reorganização da secretaria após a perda do Coronel Daniel?
Nós acabamos de restabelecer a JARI que é a Junta Administrativa de Recursos de Infrações e estamos, neste momento, reorganizando e dinamizando a secretaria. Com a perda que tivemos do Coronel fomos obrigamos a realizar uma transição e adaptação.
Medidas para melhorar o trânsito no centro e o escoamento da economia para fora do município estão no radar da secretaria?
Santa Rita do Sapucaí é uma cidade relativamente antiga e foi erigida, ao longo das décadas, entre a montanha e o rio Sapucaí. Desta forma, sua expansão aconteceu de maneira diferente de muitas outras. Vivemos em uma cidade de porte médio que se esbarra em dificuldades ocasionadas por suas ruas estreitas, limitações geográficas e excesso de veículos. Além dos veículos emplacados na cidade, há também os que vêm de fora e aqueles que circulam diariamente por aqui, embora tenham sido emplacados em cidades vizinhas.
Qual é a importância de emplacar os veículos em Santa Rita do Sapucaí para a arrecadação do município?
Muitas pessoas não sabem, mas quando um veículo é adquirido em outras cidades e emplacado fora, nossa cidade perde porque os recursos provenientes do IPVA não chegam ao município. Este é até um apelo que faço aos compradores de veículos novos que façam o emplacamento por aqui para que nossa cidade seja beneficiada.
Quais projetos estão sendo buscados para melhorar os acessos à cidade e reduzir a circulação de veículos pesados na área urbana?
Os acessos ao munícipio também têm merecido atenção da nossa parte e existem dois projetos para construção de pontes. O primeiro ficaria no sentido Itajubá, na BR 459 e o segundo na região da serrinha, saindo para Pouso Alegre. Os dois acessos seriam de grande valia para o município porque facilitariam o fluxo de cargas e, diminuiriam o fluxo de veículos pesados, principalmente pela Av. Delfim Moreira. Como o custo de uma obra deste nível seria cerca de 40 milhões de reais, ainda necessitamos do socorro estadual e federal. Temos corrido atrás deste apoio e estamos aguardando o fim do período eleitoral para que possamos buscar os recursos.
Ao assumir a secretaria, o que muda em relação ao seu cargo e à sua remuneração como vice-prefeito?
Ao aceitar o cargo de secretário, precisei escolher entre uma das duas remunerações e optei pela de secretário, pois a função exige atuação em tempo integral e dedicação de todo o meu tempo. Também passarei a ter férias e décimo terceiro, o que não acontecia como vice-prefeito. Eu considero o salário de secretário mais compatível com as responsabilidades da função. Isso não significa que deixei de ser vice-prefeito. Apenas abri mão da remuneração desse cargo, mas continuo com a responsabilidade de substituir o prefeito em ausências superiores a dez dias.

































