Museu Histórico Delfim Moreira amplia acervo e inaugura novas exposições

O Museu Histórico Delfim Moreira entra em uma nova fase e convida a comunidade a redescobrir a história de Santa Rita do Sapucaí. Com a ampliação dos espaços expositivos e a chegada de novas peças, o museu reforça seu papel como espaço vivo de memória, identidade e pertencimento, conectando as origens indígenas, a trajetória política nacional e personagens marcantes da história local.

O Museu Histórico Delfim Moreira vive um momento especial e convida o público a revisitar a história de Santa Rita do Sapucaí. Com a ampliação dos espaços expositivos e a incorporação de novas peças ao acervo, o museu reafirma seu papel como guardião da memória local, conectando passado, identidade e pertencimento.

Povos originários
Entre as principais novidades está a instalação dedicada aos povos originários da região, um mergulho sensível nas raízes mais profundas do território. O projeto, assinado por Milton Marques e Walter Paiva, contou com apoio do Conselho do Patrimônio e da Secretaria Municipal de Esportes, Cultura, Lazer e Turismo. O espaço é marcado por um grande afresco que recria a paisagem local antes da invasão colonial portuguesa, retratando cenas naturais e o cotidiano dos povos indígenas que habitavam a região.

O cenário é enriquecido por artefatos em material lítico, produzidos em rocha, utilizados por povos indígenas que viveram neste território entre 550 e 750 anos atrás. Até o início do século XIX, a região era ocupada por povos pertencentes aos troncos linguísticos Macro-Jê e Tupi Guarani, que conviveram no tempo e no espaço. Entre os Macro-Jê estavam os Puris, denominação que significa “ousados”, em referência à coragem e aos ataques surpresa que empreendiam.

Acervo presidencial
Além desse retorno às origens, o museu também apresenta novas peças pertencentes ao ex-presidente Delfim Moreira. Parte da exposição é temporária e ganha significado maior por estar instalada na residência onde ele viveu e morreu. Nascido em 1868, Delfim Moreira iniciou sua trajetória política como vereador em Santa Rita do Sapucaí, percorreu todos os degraus da vida pública, foi governador de Minas Gerais em 1914, eleito vice-presidente em 1918 e assumindo a presidência até 1919. Faleceu em 1º de julho de 1920, após convocar novas eleições, e está sepultado na própria cidade.

Hermes Moreira
Outra novidade amplia o olhar do museu para a história militar e institucional do país: o espaço dedicado ao Major-Brigadeiro da Aeronáutica Hermes Moreira. Santa-ritense, ele construiu uma trajetória marcante na Força Aérea Brasileira, atuando como instrutor de caça, diretor de bases aéreas, piloto presidencial e adido militar em Paris. As peças expostas foram doadas pela família e ajudam a contar a história de um homem que, após 45 anos de serviço à FAB, retornou a Santa Rita do Sapucaí, onde viveu até seus últimos dias.

Atualmente, o Museu Histórico Delfim Moreira reúne mais de 500 peças que ajudam a narrar a história de Santa Rita do Sapucaí, do povoamento indígena aos avanços tecnológicos que projetaram o município. Entre afrescos, artefatos milenares, objetos presidenciais e memórias, o museu se afirma como um espaço vivo onde passado e presente dialogam e cada visita se transforma em reencontro com a própria identidade.

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