2020/2026 – Quando a ETE deixou de ser apenas uma escola e virou experiência

nquanto o mundo parava, a escola não fez alarde — fez escolhas. Ajustou rotas, reinventou espaços, fortaleceu vínculos e repensou o que significa educar em tempos incertos. A pandemia fechou portões, mas abriu perguntas. E a ETE decidiu não esperar o “normal” voltar. Decidiu evoluir.

Entre 2020 e 2026, a ETE FMC viveu um período intenso de transformação. Em meio a um mundo que mudava rapidamente, a ETE soube se adaptar, experimentar novos caminhos e fortalecer aquilo que sempre foi sua essência. Foram anos de reinvenção, crescimento e amadurecimento institucional, em que a escola ampliou horizontes, incorporou novas tecnologias, aprofundou sua proposta pedagógica e se consolidou como um dos ambientes educacionais mais vivos e conectados com o futuro da região.
A ETE não passou ilesa pelos tempos de pandemia — ninguém passou. Mas atravessou esse tempo de um jeito muito próprio: trabalhando em silêncio, ajustando rotas, ouvindo, testando, errando e acertando, sem alarde, sem espetáculo. Quando se olha para trás, fica claro que algo profundo aconteceu ali. A escola não apenas seguiu funcionando. Ela mudou de pele.

Quando tudo parou, alguém precisou decidir
O ano de 2020 chegou como um choque. A pandemia escancarou fragilidades, interrompeu encontros, fechou portões e obrigou instituições centenárias a tomarem decisões rápidas, muitas vezes sem manual e sem precedente.
Na ETE FMC, o momento exigiu mais do que tecnologia. Exigiu calma, confiança e direção. Foi nesse contexto que a gestão liderada por Alexandre Loures Barbosa mostrou seu traço mais marcante: a capacidade de conduzir com discrição e competência.
A escola migrou para o ambiente remoto, estruturou estúdios, plataformas, novos formatos de aula e manteve os alunos em movimento. Não era perfeito — ninguém estava preparado — mas era real, funcional e humano. O ensino continuou, os projetos continuaram, a relação com os estudantes não se rompeu.
A PROJETE virtual daquele ano talvez tenha sido o melhor símbolo disso tudo: alunos isolados fisicamente, mas conectados intelectualmente, trabalhando em grupo, apresentando ideias, discutindo soluções. A ETE entendeu cedo que esperar o “voltar ao normal” era perder tempo. O normal já tinha mudado.
Quando o pior passou e os portões voltaram a se abrir, a ETE não tentou simplesmente retomar o que existia antes. Preferiu fazer outra pergunta:
que escola faz sentido agora?
E a resposta não veio em um único projeto ou obra específica. Ela foi surgindo aos poucos, no cotidiano. Em salas repensadas. Em novos espaços. Em áreas de convivência que passaram a ser usadas de verdade. Em laboratórios mais abertos. Em eventos que deixaram de ser exceção e viraram rotina.
Aos poucos, a escola foi se tornando um lugar onde o aluno não chega apenas para assistir à aula e ir embora. Ele chega e fica. Estuda, conversa, cria, testa ideias, participa de eventos, se envolve com projetos. A sensação, para quem circula pelo campus, é clara: sempre tem algo acontecendo.
A ETE passou a funcionar como um organismo vivo. Um espaço que respira educação, tecnologia, cultura e convivência, tudo ao mesmo tempo.
Nesse período, algo curioso aconteceu: a ETE deixou de ser apenas uma escola que, eventualmente, recebia eventos e passou a ser um dos principais palcos da vida criativa e tecnológica de Santa Rita do Sapucaí. Hacktown, FIVEL, feiras, encontros, debates, oficinas, apresentações culturais, maratonas criativas. O campus virou ponto de encontro. Gente de fora passou a circular com mais frequência. Alunos passaram a conviver com profissionais, artistas, empreendedores e pesquisadores sem precisar sair da escola. Isso não foi só estratégico. Foi simbólico. A ETE deixou claro que educação não acontece isolada do mundo, ela acontece no meio dele.

Técnica, sim. Mas não só
Se por um lado a escola se consolidava ainda mais como referência técnica, por outro reforçava algo que sempre esteve ali, mas ganhou nova força nos anos 2020: a formação humana. Projetos de cidadania, debates sobre mundo contemporâneo, iniciativas sociais, experiências artísticas, momentos de escuta e espiritualidade foram se integrando ao dia a dia sem parecer “atividade extra”. Tudo passou a fazer parte do mesmo percurso formativo.
O estudante não era apenas preparado para o mercado. Era provocado a pensar sobre si, sobre o outro e sobre o mundo. A pedagogia inaciana, longe de ser um discurso abstrato, aparecia no jeito de conduzir projetos, nas perguntas feitas em sala, na forma de olhar o erro, o conflito e a diversidade.

Uma transformação sem alarde
Talvez o aspecto mais marcante desse período seja justamente o que não aparece em manchetes: não houve ruptura barulhenta. Não houve “nova ETE” anunciada aos quatro ventos. O que houve foi um processo contínuo, cuidadoso, quase artesanal.
Sob a condução de Alexandre Loures Barbosa, a escola foi sendo ajustada por dentro. Quem frequenta o campus percebe. Quem estuda ali sente. Quem volta depois de alguns anos nota imediatamente: algo mudou — e mudou para melhor. É o tipo de gestão que não busca aplauso imediato, mas constrói legado.

Quando a escola vira experiência
Ao chegar a 2026, a ETE FMC não é apenas uma instituição que atravessou um período conturbado. É uma escola que soube ler o seu tempo, se adaptar às mudanças e transformar desafios em oportunidades de crescimento. A crise não interrompeu o caminho, ela acabou acelerando processos, ampliando visões e fortalecendo escolhas que já vinham sendo construídas.
Hoje, a ETE é técnica, é humana, é cultural, é espiritual, é social. É lugar de aprendizado, mas também de encontro. De formação profissional, mas também de construção de identidade, vínculos e pertencimento. Seus corredores, laboratórios e espaços de convivência revelam uma escola em movimento, onde diferentes linguagens, saberes e experiências convivem no mesmo cotidiano.
Talvez a melhor forma de definir esse período seja simples: a ETE deixou de ser apenas uma escola para se tornar uma experiência que se prolonga para além da sala de aula e do horário escolar. Um ambiente onde aprender, criar e conviver fazem parte do mesmo processo. E isso, em tempos tão incertos, não é pouca coisa.

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