(Por Patrícia Vigilato)
Nesta coluna, quero aplaudir a existência de uma das maiores e mais queridas personalidades santa-ritenses. Com uma trajetória de vida de 74 anos, músico, esposo, pai de cinco filhos, avô de quatro netos, professor e amigo de muitos, Tonico – Antônio Anézio Felipe – é um grande ícone a ser memorado.
Nascido em Santa Rita do Sapucaí em 09 de junho de 1947, filho dos saudosos: Sebastião Felipe – o Senhor Pica, instrumentista, servente de pedreiro e lendário vendedor de amendoim e Maria Eva Felipe – lavadeira, mãe e dona de casa. Como ainda acontece com muitas meninas e meninos, em situação similar, Tonico experimentou cedo a responsabilidade do trabalho para contribuir com o sustento da família.
Seu primeiro emprego foi por volta dos dez anos de idade, na venda do Zé da Silva. Durante muitos anos, trabalhou no Colégio Tecnológico Dr. Delfim Moreira – CPI e na Escola Estadual Sinhá Moreira, onde lembro-me bem de sua simpatia no portão, em meados da década de 90, quando iniciei meus estudos na 5ª série.
De alguma forma, me sentia segura em saber que o Tonico, que era padrinho de casamento dos meus pais e tinha alguma ligação de parentesco – que, à época, não entendia bem qual era – com a Vó Gema, que na verdade era comadre da minha Vó Dita, mas que eu conhecia desde criança e a considerava como tal, estava ali. Era ele quem nos recebia, conferia o uniforme, recolhia e carimbava as carteirinhas.
Luciano, seu filho primogênito, conta que o pai teve a oportunidade de estudar apenas até a 4º série do Ensino Fundamental I, mas que sempre foi um defensor da educação para todos, de forma que batalhou para que seus filhos tivessem a oportunidade de concluir os estudos.
Sua admiração pela educação foi evidenciada nos anos de dedicação aos inúmeros estudantes de saxofone e outros instrumentos musicais. Lecionava em casa e também na Prodarte – Associação Pró-Desenvolvimento Através da Arte. Décio Júnior – Buga, é um dos seus exímios aprendizes e diz que, “Falar do Tonico é sempre uma forma de recordar como muitas coisas surgiram em minha vida. Cresci ouvindo as histórias de como suas apresentações eram perfeitas. Ele sempre estará entre os grandes mestres. E, no que depender de mim, seu legado será sempre lembrado.”
Músico autodidata, tocava instrumentos de sopro e percussão. Para aperfeiçoar os estudos, contou com o lendário professor João de Abreu. Felizmente, um caminho sem volta. Realizava apresentações em bailes, fanfarras de sete de setembro e desfiles de carnaval – onde entoava, orgulhosamente, o hino dos Democráticos.
Tonico fez a passagem espiritual no dia 14 de março de 2022. Histórias sobre ele não faltam: tinha na música sua grande inspiração; ouvia Tom Jobim, Elis Regina e Vinicius de Moraes; contava histórias e gostava de festas. Tratava a todos com igualdade e tinha uma relação de admiração e adoração pelo Bairro Rua Nova. E é, com seu carisma, com o talento da inventividade e soberania de seu saxofone, que marca o seu nome como um dos mais admirados santa-ritenses. À família do querido Tonico, meu abraço afetuoso.
(Jurandy Cabral Santiago) Erasmo Cabral foi um dos homens mais importantes de Santa Rita do…
No dia 10 de abril de 2025, o Museu Histórico Delfim Moreira promoverá uma noite…
A Xiaomi, renomada empresa chinesa de tecnologia, anunciou a ampliação de suas operações no Brasil…
(Carlos Romero Carneiro) Mesmo com o sucesso estrondoso do Bloco do Urso em 2025 e…
(Por Leopoldo de Luna) A Avenida beira-rio era conhecida, no passado, como rua da palha.…
Um jornal chamado “A Farpa”, publicado em Santa Rita do Sapucaí no dia 25 de…